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Infestação predial pelo Aedes aegypti em Imperatriz apresenta índices satisfatórios

Sem risco de surto de dengue, equipe de controle de vetores reforça a importância de combater o mosquito causador da doença

Publicado em: 06/05/2022 por Paula de Társsia

Secretaria de Saúde

Infestação predial pelo Aedes aegypti em Imperatriz apresenta índices satisfatórios

Nem todos os casos notificados recebem confirmação, a qual é feita somente após investigação clínica, laboratorial e epidemiológica. (Foto: Assessoria)

Dados do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) mostram que casos de infestação predial pelo mosquito da dengue em Imperatriz estão controlados. O índice geral da cidade é de 1%, considerado normal e até o momento sem possibilidade de surto da doença. Entretanto, as autoridades locais em saúde reforçam a importância de combater o aedes aegypti.

O LIRAa mapeia 20% dos imóveis de uma determinada região, e com isso é feito o índice, sendo que acima de 3,9% é considerado risco. O índice geral de Imperatriz é 1%, portanto satisfatório. Quando se trata do mapeamento realizado por bairros, existe uma variação, porém considerada mínima.

“Essa variação é considerada dentro da normalidade. Claro que o nosso objetivo é não ter imóvel com mosquito, mas essa variação, mesmo baixa, nos mostra as regiões da cidade que devemos concentrar nosso trabalho, e assim eliminarmos as larvas. Importante destacar ainda que o trabalho preventivo deve ser feito constantemente para mantermos bons índices” explicou Allan Dantas, coordenador de Vetores do Município.

Referente aos bairros que apresentaram aumento, eles estão acima dos 3,9%. Entretanto, é necessário levar em conta a quantidade de imóvel da localidade. Por exemplo, na Vila Chico do Rádio foram vistoriados 22 imóveis, destes um teve amostragem positiva, correspondente a 4,5% de infestação.

Na cidade, são mais de 153 mil imóveis visitados pela equipe de controle de vetores, subdivididos em 140 microáreas, as quais possuem de 800 a 1200 imóveis.  As equipes fazem visita domiciliares a cada dois meses, existem também 469 pontos estratégicos de visitas dos agentes, a exemplo de borracharias, ferro-velho e outros, que as visitas ocorrem a cada 15 dias.

O secretário de Saúde, Alcemir Costa, ressalta que o trabalho das equipes de campo contribui para esse controle de vetores, porém necessário um trabalho conjunto com a população para eliminar os focos do mosquito. “Essa força-tarefa precisa ser o ano todo, independentemente, do período chuvoso ou não. Então, que possamos cada um ter atenção aos locais que podem servir de criadouros”, pontua.

Para se evitar a proliferação das larvas do mosquito nas residências, as equipes de campo realizam tratamento biológico, o qual o princípio ativo dura até dois meses nos depósitos tratados e mecânico, com a remoção de recipientes que possam virar possíveis criadouros para o mosquito. Já com relação ao bloqueio do mosquito alado, são feitos dedetizações nos pontos estratégicos, após análise das larvas pelo laboratório entomológico, e nas residências com casos confirmados de dengue. 

Depósitos

Com relação aos depósitos considerados potenciais criadouros para Aedes aegypti, o setor de vetores do Município mapeou ainda os mais recorrentes em Imperatriz. Em primeiro lugar, têm-se os do tipo A2 que compreendem os de armazenamento doméstico. Por exemplo, tonel, tambor, barril, tina, depósitos de barro (filtros, moringas, potes), cisternas, caixas d’água, captação de água em poço/cacimba/cisterna.

Em seguida, estão os depósitos móveis: vasos/frascos com água, pratos, garrafas retornáveis, pingadeira, recipientes de degelo em geladeiras, bebedouros em geral, pequenas fontes ornamentais, materiais em depósitos de construção (sanitários estocados, canos, etc.), objetos religiosos. Também ocupa lista em terceiro lugar, os pneus e outros materiais rodantes (câmaras de ar, manchões).

Os depósitos são classificados em cinco grupos, para levantar a sua importância entomoepidemiológica, permitindo facilitar o direcionamento das ações de controle vetorial.

Casos

No que diz respeito aos números de dengue na cidade, foram notificados, no período de 02 de janeiro a 10 de abril de 2022, 92 casos de arboviroses em Imperatriz. Deste total, 74 casos foram de dengue, 11 de Chikungunya e 07 casos de Zika.

Destaca-se que nem todos os casos notificados recebem confirmação, a qual é feita somente após investigação clínica, laboratorial e epidemiológica. Neste sentido, dos 74 casos de dengue suspeitos notificados, 19 foram descartados. Ressalta-se que não foi confirmado nenhum óbito por dengue em 2022.

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