SAÚDE
Programa Farmácia Verde promove cultivo de plantas medicinais e ações de educação em saúde em Imperatriz
30 pessoas participam do projeto, acompanhando desde a produção de mudas até o manejo das plantas
Publicado em: 07/04/2026 por Ana Maria Nascimento

O projeto funciona no CAPS III Renascer, localizado na Praça da Viola, no Parque Anhanguera. (Foto: Divulgação/SMAPAP)
A Prefeitura de Imperatriz, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Produção (SMAPAP), desenvolve o projeto Farmácia Verde, uma iniciativa voltada ao cultivo, uso e valorização de plantas medicinais, com foco na saúde preventiva e no bem-estar da população.
O projeto promove o cultivo, o uso e a valorização dessas espécies, aliando práticas tradicionais e orientação técnica para fortalecer a saúde preventiva e o bem-estar da população. “O principal objetivo do projeto é incentivar práticas sustentáveis e acessíveis de cuidado com a saúde, por meio da implantação de hortas medicinais em espaços públicos e comunitários, além da realização de ações educativas que orientam sobre o uso correto das plantas”, explica a engenheira agrônoma Suzana Gonçalves.
O projeto teve início em dezembro de 2025, a partir de articulações internas da secretaria, com definição do CAPS III Renascer, localizado no Parque Anhanguera, na Praça da Viola, como primeiro espaço de implantação. O projeto, neste momento, é voltado exclusivamente aos pacientes atendidos no CAPS III Renascer.
Atualmente, as atividades são desenvolvidas na unidade, onde cerca de 30 pacientes são atendidos. No local, os participantes acompanham todas as etapas do cultivo das plantas, desde a produção de mudas até o manejo dos canteiros.
“É realizada de forma prática, educativa e contínua, aproveitando a estrutura já existente dos canteiros nas unidades atendidas. Inicialmente, o trabalho foi iniciado com a produção de mudas, etapa fundamental para garantir a qualidade e a diversidade das espécies cultivadas”, detalha Suzana.
Entre as espécies cultivadas estão erva-cidreira, capim-santo, babosa, hortelã, pariri, mastruz e boldo. As atividades incluem orientações técnicas sobre preparo do solo, irrigação, adubação e controle natural de pragas.

Além do cultivo, os usuários contam com acompanhamento integrado de profissionais do CAPS e de técnicos da SMAPAP, que orientam sobre o manejo, preparo e formas seguras de utilização das plantas medicinais, garantindo o uso adequado e complementar no cuidado à saúde.
Os chás produzidos são utilizados pelos próprios pacientes durante atividades realizadas no CAPS, especialmente em encontros semanais. “Já foram observados resultados positivos, como melhora no bem-estar dos usuários, redução de sintomas leves como ansiedade, insônia e desconfortos digestivos e maior autonomia no cuidado com a própria saúde”, aponta a engenheira.
A iniciativa começou a ser ampliada, já há ações em andamento na Escola Municipal Professor José Siney Ferraz, no bairro Bacuri, e planejamento para implantação na Escola 2 de Julho (Frei Tadeu).
Para mais informações, a população pode procurar a sede da Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Produção, localizada na Avenida Babaçulândia, esquina com a Rua João Palmeira, anexo ao Banco de Alimentos, na Vila Lobão.




