INAUGURAÇÃO
Imperatriz inaugura primeiro Laboratório Maker da zona rural
Espaço implantado na Escola Municipal Moreira Neto, no povoado Lagoa Verde, integra programa federal e amplia o acesso a educação científica
Publicado em: 21/02/2026 por Nayane Brito

O laboratório contará com a participação de dez alunos bolsistas e uma professora, que receberão bolsas de pesquisa pelo período de 12 meses. (Foto: Ana Arruda)
Um marco para a educação do campo em Imperatriz. A Prefeitura de Imperatriz, por meio da Secretaria Municipal de Educação de Imperatriz, inaugurou nesta sexta-feira (20), o primeiro Laboratório Maker da zona rural do município, implantado na Escola Municipal Moreira Neto, no povoado Lagoa Verde. A iniciativa integra o Programa Mais Ciência na Escola, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, em parceria com a Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (UEMASUL), e tem como foco a educação científica e digital na Educação Básica.
O laboratório maker recebeu o nome de Marinalva Silva de Mercedes em homenagem a trajetória de mais de 37 anos dedicados a educação pública de Imperatriz. Professora, gestora e orientadora educacional, foi pioneira na atuação em comunidades rurais e referência pelo compromisso com a formação de gerações de estudantes. O reconhecimento celebra o legado de dedicação, liderança e amor a educação deixado pela educadora.
Durante a solenidade, o prefeito de Imperatriz, Rildo Amaral, ao comentar os investimentos na Rede Municipal de Ensino e em infraestrutura escolar, ressaltou a importância do laboratório maker como ferramenta de inovação educacional. “No que se refere ao laboratório maker, a vantagem está em oferecer aos alunos ferramentas para solucionar problemas reais, muitas vezes não contemplados pelo ensino tradicional. O espaço possibilita que alunos e alunas desenvolvam soluções voltadas para a comunidade”, afirmou.

A secretária municipal de Educação, Genilza Sipião, ressaltou que este é o primeiro laboratório maker entregue na zona rural do município. “O novo laboratório proporcionará aos alunos a oportunidade de se tornarem protagonistas do próprio aprendizado. Além de viabilizar o acesso a informática, o laboratório maker permitirá que os estudantes apliquem, na prática, os conhecimentos adquiridos em sala de aula. Eles terão a chance de experimentar e desenvolver o pensamento científico e tecnológico, além de criar soluções para problemas da comunidade”, destacou.
O município foi contemplado com 14 laboratórios maker. As escolas participantes do programa podem optar por uma das três modalidades: Robótica, Fabricação Digital ou Gamificação Digital. A unidade escolar da Lagoa Verde escolheu a modalidade de Gamificação Digital. Até o momento, três laboratórios já foram entregues em Imperatriz: na Escola Municipal Santos Dumont, na Escola Municipal Professor José Siney Ferraz e, agora, na Escola Municipal Moreira Neto, localizada na zona rural. Professores e alunos também serão beneficiados com bolsas pelo período de 12 meses.
Com vivência prática na área da robótica, a aluna do 8º ano e participante de projetos há três anos, Maria Eduarda Ferreira, compartilhou sua experiência e as expectativas em relação ao novo espaço. “Há três anos participo de projetos de robótica. Comecei montando uma bicicleta e, depois, outros objetos, até construir um robô. O desenvolvimento de robôs é um aspecto importante aqui na nossa sala. A robótica me proporcionou maior conhecimento sobre tecnologia e sobre equipamentos que utilizam baterias. Criar um robô funcional foi uma experiência gratificante”, afirmou.
Responsável pelas aulas de Robótica na Escola Municipal Moreira Neto, a professora Josileia Menez explicou como o laboratório maker será utilizado pela comunidade escolar. “Na comunidade rural de Lagoa Verde, onde a escola está localizada, estamos recebendo o laboratório maker. Esse espaço proporcionará aos alunos uma realidade com a qual muitos ainda não tiveram contato. O objetivo é orientar o uso adequado da tecnologia, ampliando a compreensão para além do uso de celulares e aplicativos. Os alunos poderão aplicar, de forma prática, os conhecimentos trabalhados em sala de aula. As aulas de matemática e ciências, por exemplo, poderão ser desenvolvidas também de forma prática”, ressaltou.





