MEIO AMBIENTE
Lagoa das Garças passa por estudos para criação de Unidade de Conservação em Imperatriz
Levantamentos abrangem flora, fauna e recursos hídricos de área de 2,2 hectares no bairro Morada do Sol
Publicado em: 23/10/2026 por Ana Maria Nascimento

Lagoa das Garças passa por estudos ambientais para subsidiar a criação de uma Unidade de Conservação em Imperatriz. (Foto: Divulgação/SEMMARH)
Os estudos ambientais para subsidiar a criação de uma Unidade de Conservação na Lagoa das Garças, localizada na Rua Maringá, no bairro Morada do Sol, em Imperatriz, já alcançaram 60% de conclusão. O trabalho busca identificar as características ambientais da área, que possui 2,2 hectares, e definir a categoria de proteção mais adequada para garantir sua conservação.
Segundo a engenheira florestal e gestora de Unidades de Conservação, Bárbara Maria Martins, os levantamentos técnicos são fundamentais para orientar a criação da unidade e estabelecer os parâmetros necessários à proteção do espaço. “O principal objetivo dos estudos ambientais que estão sendo realizados na Lagoa das Garças é subsidiar a criação da unidade de conservação e definir o grupo e a categoria em que ela se enquadra, além da localização, dimensão, limites e objetivos”.
Entre as etapas já realizadas estão o reconhecimento geral da área, o mapeamento aéreo com drone, os registros fotográficos e o georreferenciamento. A tecnologia permitiu produzir uma ortofoto, imagem aérea corrigida geometricamente, utilizada na elaboração de um mapa que classifica a vegetação de acordo com sua altura.
De acordo com Bárbara Maria, o levantamento permite identificar diferentes características do espaço, como os cursos hídricos, as áreas com e sem cobertura vegetal e os pontos de interferência humana.
Atualmente, os trabalhos incluem o levantamento florístico e a caracterização da vegetação, com análise das espécies presentes, sua distribuição, o estado de conservação e a ocorrência de áreas degradadas. A fauna também está sendo identificada por meio de observações, registros fotográficos, vocalizações e vestígios da presença de animais.
Embora ainda não tenham sido identificadas espécies que exijam atenção especial nos levantamentos realizados até o momento, a engenheira destaca a importância da lagoa para as aves. Segundo ela, “a lagoa é um berço de reprodução das garças”.
Estudos vão orientar categoria de proteção
A definição da categoria da Unidade de Conservação depende dos resultados dos estudos sobre a vegetação, a fauna, os recursos hídricos, o solo e as condições ambientais da área. O trabalho segue como referência a Lei Federal nº 9.985/2000, que institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC), e o Decreto Federal nº 4.340/2002.
O engenheiro florestal, Hélcio Reis, explica que o diagnóstico permitirá compreender a importância ecológica da lagoa e identificar as principais ameaças ao ambiente. “Esses levantamentos vão nos permitir identificar os ecossistemas existentes, a biodiversidade, as áreas mais sensíveis e as principais ameaças ambientais. A partir dessas informações, poderemos avaliar qual categoria de Unidade de Conservação é mais adequada”, afirma.
A escolha da categoria terá consequências práticas para a proteção do espaço, pois estabelecerá os objetivos de conservação e as regras aplicáveis às atividades desenvolvidas na área. Entre as medidas que poderão ser propostas estão a recuperação de áreas degradadas, a proteção da vegetação nativa, o controle de fontes de poluição e o monitoramento da fauna e dos recursos hídricos.
Além dos estudos ambientais, a Lagoa das Garças passa por um processo de regularização fundiária. A documentação foi encaminhada pela Secretaria Municipal de Regularização Fundiária (SERF). A regularização busca esclarecer a situação jurídica e registral do imóvel, incluindo a titularidade e os limites da área. Esse procedimento é complementar aos estudos ambientais, pois contribui para dar segurança jurídica ao território que poderá integrar a futura Unidade de Conservação.




