SAÚDE
Imperatriz orienta população sobre prevenção ao Aedes aegypti durante período de chuvas
Município teve redução de 85,3% nos casos de dengue em 2025; janeiro de 2026 registrou 10 casos
Publicado em: 11/03/2026 por Ana Maria Nascimento

Agentes realizam visitas domiciliares para verificar possíveis criadouros do mosquito (Foto: Santiago Silva)
A Prefeitura de Imperatriz, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SEMUS), orienta a população sobre medidas de prevenção contra doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, como dengue, chikungunya e zika, especialmente durante o período chuvoso, quando há maior possibilidade de acúmulo de água e formação de criadouros.
De acordo com o Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), realizado no final de fevereiro, Imperatriz apresentou Índice de Infestação Predial (IIP) de 3,4%, considerado médio risco para a presença do mosquito. O intervalo de médio risco varia de 1% a 3,9%, enquanto índices abaixo de 1% são classificados como baixo risco e acima de 3,9%, alto risco.
Atualmente, o município possui 171 mil imóveis catalogados para visitas domiciliares de combate ao mosquito e 508 pontos estratégicos, locais com maior probabilidade de proliferação do vetor, como borracharias, depósitos de recicláveis e oficinas.
As ações de campo contam com 110 agentes de combate às endemias atuando nas visitas domiciliares, além de equipes responsáveis pelos pontos estratégicos. As visitas aos imóveis acontecem em ciclos de uma vez a cada dois meses, enquanto os pontos estratégicos são vistoriados a cada 15 dias.
O coordenador do Departamento de Controle de Vetores, Allan Dantas, explica que a coleta de larvas para análise laboratorial acontece principalmente em pontos estratégicos, considerados locais com maior risco de proliferação do mosquito. “Quando é encontrada a larva do Aedes aegypti, essa amostra é recolhida e levada posteriormente para o laboratório de entomologia. Quando se constata a positividade para o Aedes aegypti, é realizado o trabalho de dedetização nesse ponto”, explica.
Nas visitas domiciliares, a coleta é realizada de forma específica durante os levantamentos de índice, como o LIRAa. O trabalho de dedetização ocorre em duas situações: quando pontos estratégicos apresentam resultado positivo após análise laboratorial ou em áreas próximas a casos confirmados da doença.
O planejamento das equipes considera indicadores epidemiológicos e entomológicos para direcionar as visitas nos bairros com maior necessidade de monitoramento.
“Para definir os bairros prioritários que serão visitados pelas equipes, é levado em consideração o ranqueamento com o número de casos e também o índice de infestação nas localidades. Essas informações são repassadas aos coordenadores das equipes para que, a partir disso, possam definir essas prioridades dentro dos bairros que são cobertos por cada equipe”, explica o coordenador.
Em 2025, Imperatriz registrou 134 notificações de casos suspeitos de dengue, dos quais 99 foram confirmados. No mesmo período, foram notificadas 23 suspeitas de chikungunya, com 18 confirmações. Em relação ao zika vírus, foram registradas 26 notificações, com cinco casos confirmados.
Os dados indicam redução em comparação com 2024, quando o município registrou 673 casos de dengue, 131 de chikungunya e sete de zika.
Em janeiro de 2026, foram 21 casos notificados de dengue no município. Desse total, 11 foram descartados e 10 confirmados, sendo oito classificados como dengue clássica e dois com sinais de alarme.
Medidas de prevenção
Durante o período chuvoso, a probabilidade de formação de criadouros do mosquito aumenta devido ao acúmulo de água em recipientes expostos nas residências.
“Nesse período, aqueles objetos que as pessoas deixam espalhados em seus quintais, em virtude das chuvas, passam a acumular água, ampliando os locais onde o mosquito pode depositar seus ovos. Consequentemente, aumenta a população do mosquito e também a propensão das pessoas adoecerem”, afirma Allan Dantas.
Entre as orientações estão ações simples que podem ser realizadas no dia a dia para evitar o surgimento de criadouros. “É importante que as pessoas tirem um tempo do dia para observar os quintais e recolher objetos que possam acumular água. Por menor que seja, até uma tampinha de garrafa já é mais do que suficiente para o mosquito se desenvolver”, diz o coordenador.
O coordenador também orienta que moradores mantenham reservatórios de água sempre bem vedados, como caixas d’água, cisternas e poços, abrindo apenas no momento de utilização e mantendo-os fechados logo em seguida.




