MAPEAMENTO TÉCNICO
Defesa Civil e SEAMO mapeiam áreas de risco em riachos urbanos de Imperatriz
Estudo técnico identificou cerca de 3.950 edificações localizadas em Áreas de Preservação Permanente ao longo de riachos do município
Publicado em: 12/01/2026 por ANA MARIA NASCIMENTO

Equipes da Defesa Civil realizaram o mapeamento das áreas de risco ao longo dos riachos urbanos de Imperatriz, com base em dados da ANA e da CPRM. (Foto: Assessoria)
A Prefeitura de Imperatriz, por meio da Secretaria Municipal de Administração e Modernização (SEAMO) e da Superintendência Municipal de Proteção e Defesa Civil, realizou o mapeamento das áreas de risco ao longo dos riachos urbanos do município.
O levantamento considerou toda a extensão urbana do Riacho Capivara e dos demais riachos da cidade. As áreas de risco foram definidas com base na cartografia da Agência Nacional de Águas (ANA) e da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), com identificação do quantitativo de edificações localizadas em Áreas de Preservação Permanente (APP), na faixa de 30 metros.
De acordo com os dados apurados, foram identificadas 952 edificações em APP no Riacho Capivara; 1.741 no Riacho Bacuri; 707 no Riacho Cacau; e 550 edificações nas áreas dos riachos José de Alencar e Santa Teresa. O total estimado é de 3.950 edificações localizadas em áreas de APP no município.
Segundo o superintendente da Defesa Civil, Evandro Abreu, o levantamento tem finalidade técnica e estratégica. “O mapeamento de áreas de risco se faz necessário para traçar um efetivo plano de contingência em situações de desastres, especialmente eventos climáticos relacionados às chuvas que acometem o município, adicionalmente, mapear estas áreas é importante para auxiliar demais órgãos no planejamento urbano e ainda na captação de recursos para obras direcionadas a proteção de pessoas e infraestruturas”.
Com o mapeamento, a Defesa Civil Nacional passa a dispor de informações mais detalhadas sobre os problemas locais. No âmbito municipal, os dados compõem um banco de informações que pode financiar projetos voltados à captação de recursos do Governo Federal e apoiar decisões de gestão relacionadas ao enfrentamento de situações de risco.
“Através do mapeamento, verifica-se que poderão ser realizadas ações paliativas de limpeza e aprofundamento de riachos, sendo direcionadas aos pontos certos para melhor escoamento de águas pluviais, tratando-se de soluções definitivas”, afirma Evandro Abreu. Em relação a soluções de caráter definitivo, o estudo aponta a necessidade de medidas como regeneração de matas ciliares, reassentamento de famílias que vivem em áreas de risco, contenção de processos erosivos, canalização de cursos hídricos e outras ações similares.



