PREMIAÇÃO
Concurso de Desenhos Afro 2026 premia estudantes e destaca protagonismo da Rede Municipal de Ensino
Evento reúne 42 escolas, soma cerca de 8 mil votos e reforça a importância da educação antirracista por meio da arte
Publicado em: 24/04/2026 por Nayane Brito

Prefeitura de Imperatriz participa da premiação do 16º Concurso de Desenhos Afro 2026, que valoriza a cultura afro-brasileira e o talento de estudantes da rede pública. (Foto: Letícia Holanda)
A Prefeitura de Imperatriz participou, na última quarta-feira (22), da solenidade de encerramento e premiação do 16º Concurso e Exposição de Desenhos Afro 2026, iniciativa que valoriza a cultura afro-brasileira e reconhece o talento de estudantes da rede pública. Promovido pela Coordenação de Educação para a Equidade Racial (CEIRI), em parceria com a Secretaria Municipal de Educação (SEMED), por meio da Coordenação de Promoção da Equidade Racial, o evento reuniu escolas municipais e estaduais e consolidou-se como uma importante ação educativa voltada à promoção da equidade racial.
Com 16 anos de história, o concurso e a exposição se consolidaram como uma importante iniciativa educacional, ao promover reflexões sobre equidade racial, identidade e justiça social por meio da arte. Nesta edição, cerca de 42 escolas das redes municipal e estadual participaram, com aproximadamente 8 mil votos registrados. Desse total, 20 escolas chegaram à etapa final, 12 da rede municipal e 8 da estadual, o que evidencia o compromisso do município com uma educação inclusiva e antirracista.
A premiação contemplou estudantes de diferentes categorias, como Ensino Fundamental I e II, Ensino Médio e Pessoa com Deficiência (PCD), além de reconhecer produções que abordaram os temas “Planeta em jogo: copa, racismo e justiça climática” e “Protagonismo: releituras e recolocação da população negra no centro das narrativas”.

Entre as escolas municipais finalistas, destacam-se: Madalena de Canossa, Escola Bilíngue para Surdos Professor Telasco Pereira Filho, Maria Evangelista de Sousa, Santa Laura, Sebastião Archer, Santos Dumont, Santa Maria, São Francisco, Tocantins, Domingos Moraes e Afonso Pena. Já entre as escolas estaduais finalistas estão: CE Francisco Alves II, CE Governador Archer, CEM Caminho do Futuro, IEMA Imperatriz, CE Urbano Rocha, CE Professor Edinan Moraes, CEM Mourão Rangel e CEM Rio Amazonas.
Para a coordenadora do setor de Promoção da Equidade Racial da SEMED, Giseuda Costa, o concurso possui importância histórica e pedagógica, além de forte adesão das escolas do município. “Este ano, a SEMED participou com 21 trabalhos, tanto da zona rural quanto da zona urbana. É um trabalho que desenvolvemos com o objetivo de fortalecer as relações étnico-raciais dentro das escolas, junto com os professores, para que trabalhem a temática das Leis 10.639 e 11.645, que tornam obrigatório o ensino da cultura africana e afro-brasileira. Os professores têm desenvolvido esse trabalho de forma sistemática, com muito empenho, e os alunos participam efetivamente”, afirmou.
Entre os principais resultados, alunos da Rede Municipal de Ensino conquistaram o primeiro lugar em diferentes categorias: Ludmilla Lima Pereira, da Escola Municipal Madalena de Canossa (Ensino Fundamental I), com 381 votos; Rafaella Stephannye Oliveira Bonfim, da Escola Municipal Santa Laura (Ensino Fundamental II), com 298 votos; e Mácio Araújo dos Santos, da Escola Municipal Bilíngue para Surdos Professor Telasco Pereira Filho, vencedor na categoria Pessoa com Deficiência (PCD).

A premiação do 16º Concurso e Exposição de Desenhos Afro 2026 também contou com relatos emocionantes dos estudantes vencedores, que transformaram vivências e reflexões sociais em arte. Um dos destaques foi a aluna Rafaella Stephannye Oliveira Bomfim, do 9º ano B da Escola Municipal Santa Laura, vencedora da categoria Ensino Fundamental II. Com um desenho que aborda o impacto do racismo na sociedade, a estudante Rafaella explicou o processo criativo e o sentimento ao conquistar o primeiro lugar. “Pensei em representar que o racismo prende a pessoa emocionalmente e fisicamente. Mesmo quando a pessoa não fala, é possível perceber a dor. Fiz esse desenho representando a sociedade, e hoje o racismo ainda mata muitas pessoas. Estou muito feliz por ter conquistado o primeiro lugar. Significa muito para mim e para a minha escola”, revelou.
A coordenadora do CEIRI, Eró Cunha, destacou a relevância da iniciativa e os resultados alcançados nesta edição. “Para a gente, a realização dessa 16ª edição do Concurso de Desenho Afro é algo que nos enche de alegria pela potência dos trabalhos, pela participação das escolas, pela qualidade do que foi exposto aqui, do talento dos nossos alunos. Este ano tivemos 150 inscritos, 45 escolas participando e mais de 7 mil votos computados. É um grande sucesso, principalmente porque reforça as relações étnico-raciais e a importância da escola pública de qualidade, que trabalha a LDB e as leis. É muita alegria e estamos muito emocionados”, garantiu.




