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BALANÇO ANUAL

CREAS apresenta balanço dos atendimentos realizados em Imperatriz em 2025

Levantamento aponta 385 registros relacionados a situações de violência contra crianças e adolescentes

Publicado em: 15/01/2026 por Ana Maria Nascimento

Secretaria de Desenvolvimento Social

CREAS apresenta balanço dos atendimentos realizados em Imperatriz em 2025

Durante 2025, o CREAS realizou ações informativas e educativas voltadas à conscientização e à proteção de crianças, adolescentes, pessoas idosas e pessoas com deficiência. (Foto: Assessoria)

A Prefeitura de Imperatriz, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (SEDES), apresentou o balanço das ações desenvolvidas pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) entre janeiro e dezembro de 2025. A unidade integra o Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e atua na Proteção Social Especial de Média Complexidade, oferecendo acompanhamento especializado a indivíduos e famílias em situação de ameaça ou violação de direitos.

O CREAS atende crianças, adolescentes, pessoas idosas, pessoas com deficiência e famílias que vivenciam situações de violência e outras formas de desproteção social.

O Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos (PAEFI) concentrou a maior parte dos atendimentos realizados pelo CREAS em 2025. No período, foram registrados 385 casos de violência contra crianças e adolescentes, sendo 194 vítimas do sexo feminino e 191 do sexo masculino. Foram atendidas principalmente crianças de 0 a 11 anos (234), além de adolescentes de 12 a 17 anos (151). Entre as tipificações mais recorrentes estão violência física (98 casos), negligência (81) e violência sexual (77).

A coordenadora do CREAS, Aretuza Lopes, explica que, nos casos de violência física e sexual, a unidade realiza atendimento especializado com escuta qualificada e acompanhamento contínuo da vítima e de seus familiares. “Nesses casos, o CREAS faz os encaminhamentos para a rede de proteção, como saúde, assistência social e demais serviços necessários. A atuação do CREAS ocorre na continuidade do acompanhamento, garantindo suporte psicossocial, fortalecimento da vítima e apoio no enfrentamento das violações”. 

Nos casos de negligência, o acompanhamento tem foco familiar. “O trabalho é voltado ao acompanhamento familiar, orientação, fortalecimento dos vínculos e articulação com a rede socioassistencial, visando a garantia de direitos e a prevenção de novas violações”, diz a coordenadora.

Os dados também indicam que, na maioria dos casos envolvendo crianças e adolescentes, os autores das violências pertencem ao próprio núcleo familiar, como genitores, genitoras e outros parentes próximos.

Diante da predominância de autores familiares, o CREAS adota estratégias específicas para a proteção das vítimas. São realizadas ações como acompanhamento contínuo, articulação com a rede de proteção e com o Judiciário quando necessário, além de orientações sobre direitos e encaminhamentos para medidas protetivas nos casos mais graves. “O foco é garantir a segurança da vítima, o rompimento do ciclo de violência e o fortalecimento da autonomia e dos vínculos familiares saudáveis”, afirma Aretuza Lopes. 

Em relação às pessoas idosas, o CREAS registrou 153 atendimentos em 2025, sendo 77 homens e 76 mulheres. A maior parte das vítimas tinha idade entre 70 e 79 anos. As principais violações identificadas foram negligência (44 casos), abandono (29) e abuso financeiro ou patrimonial (25). Em 72 situações, os autores das agressões foram filhos das vítimas, seguidos por outros familiares.

O CREAS também acompanhou 17 casos de violência contra pessoas com deficiência ao longo de 2025. A maioria das vítimas era do sexo feminino e tinha entre 19 e 40 anos. Entre as ocorrências registradas estão negligência, violência física, abandono de incapaz, maus-tratos e abuso financeiro. Na maior parte dos casos, os autores das violências foram familiares.

Os dados produzidos a partir dos atendimentos orientam o planejamento das ações da unidade. “Permitem identificar os tipos de violência mais recorrentes, os territórios mais vulneráveis e os públicos mais afetados, ajudando a definir prioridades, fortalecer parcerias, direcionar ações preventivas e aprimorar os fluxos de atendimento e encaminhamento”, explica a coordenadora do CREAS.

Canais de denúncia

As denúncias ocorrem de maneira sigilosa, assegurando a proteção tanto de quem realiza a denúncia quanto da vítima. A ação é apresentada como um gesto de cuidado e proteção.

Em Imperatriz, os registros podem ser feitos pelo Disque 100 (Direitos Humanos), pelo Conselho Tutelar, pela Polícia Militar (190) ou pela Delegacia de Polícia.

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