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Agosto Lilás

CRAM realiza capacitação na UPA São José para qualificar atendimento a mulheres em situação de violência

Formação orienta equipe sobre como acolher mulheres em situação de violência e direcioná-las aos serviços especializados e faz parte do Agosto Lilás

Publicado em: 12/08/2026 por Stephane Menezes

Secretaria de Políticas para Mulher

CRAM realiza capacitação na UPA São José para qualificar atendimento a mulheres em situação de violência

A formação é promovida pela Secretaria Municipal de Políticas para Mulher (SMPM). (Foto: Assessoria)

Profissionais da UPA São José participaram, nesta quarta-feira (12), do primeiro de três encontros de capacitação voltados ao atendimento de mulheres em situação de violência na Sala Lilás da unidade. A formação é promovida pela Secretaria Municipal de Políticas para Mulher (SMPM) neste Agosto Lilás e busca qualificar o acolhimento e os fluxos de encaminhamento dessas mulheres aos serviços da rede de proteção. A Sala Lilás é o espaço da UPA destinado a receber mulheres vítimas de violência identificadas durante o atendimento na unidade. Desse espaço, elas devem ser encaminhadas aos órgãos e serviços especializados do município. 

Para a secretária de Políticas para Mulher, Liana Melo, a formação deve deixar a unidade cada vez mais preparada para acolher mulheres vítimas de violência e encaminhá-las à rede de proteção. Ela destaca que o serviço já em funcionamento na UPA carrega uma mensagem direta à população: "Mulher, você não está sozinha. Busque a UPA São José, que você vai ser atendida na Sala Lilás, encaminhada para os demais órgãos de proteção da rede e assim terá forças para romper com o ciclo de violência”.

A coordenadora da Unidade de Pronto Atendimento do Bairro São José, Sabrina Lima, classifica o início da formação como um momento importante para a unidade. Segundo ela, o espaço já integra a rotina de atendimento da UPA e o treinamento deve contribuir "para o correto funcionamento, para o melhor dimensionamento e atendimento prestado pela equipe da unidade".

A formação é conduzida por servidoras municipais do Centro de Referência e Atendimento à Mulher (CRAM). A assistente social, Conceição Amorim, explicou que o encontro marca o início de um processo mais amplo de requalificação dos trabalhadores da saúde do município. "É o início de um processo de requalificação, de atualização dos trabalhadores e das trabalhadoras da saúde de Imperatriz", disse. Para Conceição, o serviço de saúde costuma ser a porta de entrada para mulheres em situação de violência, e por isso é preciso articular diferentes políticas e equipamentos públicos. A expectativa é que o processo alcance também outras áreas além da saúde. "A mulher em situação de violência pode chegar em qualquer serviço público", afirmou, acrescentando que servidores qualificados são capazes de acolher e encaminhar essa mulher, num esforço que envolve "não só o poder público, mas toda a sociedade imperatrizense", destaca. 

A coordenadora do CRAM, Adriana Freitas, detalha o conteúdo que deve ser trabalhado nos encontros, voltado ao contexto de urgência e emergência da UPA. Segundo ela, a formação aborda acolhimento, escuta e fluxos de atendimento, para que a mulher seja recebida "de forma humanizada" e tenha acesso à proteção necessária. "É fundamental que os profissionais estejam preparados para reconhecer essas situações, acolher sem julgamentos e saber quais encaminhamentos realizar", afirma a coordenadora, destacando que um atendimento qualificado "pode fazer muita diferença na vida dessa mulher".

Os encontros foram divididos em três datas: 12, 19 e 26 de agosto, das 9h às 12h, para permitir um processo mais aprofundado. “A proposta é que os profissionais tragam suas dúvidas, experiências e desafios cotidianos para construir, junto com a equipe da Secretaria, estratégias de qualificação do atendimento”, conclui a coordenadora do CRAM.

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